Observação # 35

“Ser homossexual não é uma doença. Ser homofóbico é que é.  Este tema devia ser mais incorporado na situação da escola”.

Aluno/a Esc. Sec. Dr. Manuel Fernandes, Abrantes, 25 de Maio de 2017

Ontem, numa sessão de Uma pequena história do sexo, para 250 alunos de uma secundária em Abrantes, perguntei: “Há alguma pessoa nesta sala que seja heterossexual?”. A esmagadora maioria levantou o braço. E eu comentei: é fácil, confortável, pacífico… fazer parte da maioria. É fácil levantar este braço, não é? Depois perguntei se havia na sala outras pessoas, homossexuais, bissexuais, transexuais, transgender, queer, assexuais. E oito braços se levantaram. A reação que se seguiu foi um enorme aplauso, bem alto e convicto, àqueles que ainda hoje precisam de uma boa dose de coragem para serem quem são, independentemente das maiorias.

Numa Escola Secundária, mais a Norte, a Escola de Vagos, o tema entrou na agenda escolar!

Observação # 31

“A mentalidade instaurada no Estado Novo ainda hoje se verifica em muitos dos nossos familiares, seja nos nossos avós ou até nos nossos pais. Quando será que esta mentalidade será deixada de parte por todos? E quando terão as raparigas tanto valor e tantos direitos como os rapazes?”

Aluno/a Esc. Sec. da Mealhada, 2 de Maio de 2017